Plano de saúde: o guia completo para toda a família

set 12, 2017

Que saúde é um assunto sério, ninguém discute. No entanto, é bastante comum que as pessoas fiquem em dúvida sobre a real necessidade de contratar um plano de saúde ou sobre como escolher o mais adequado às suas necessidades.

Afinal, preciso mesmo contratar um plano de saúde para as crianças? É necessário que eu faça isso antes mesmo do nascimento? E, no caso dos idosos, que cuidados devo tomar antes de assinar o contrato?

Para sanar essas e outras dúvidas, elaboramos um guia completo, para você não errar na hora de escolher o plano de saúde mais adequado para você e para a sua família.

Preparado? Então acompanhe a leitura!

Por que é importante contar com um plano de saúde?

Não é incomum que as pessoas tenham dúvidas na hora de contratar um plano de saúde. Afinal, trata-se de um compromisso de pagamento mensal que pode parecer desnecessário quando estamos saudáveis. Pensar dessa maneira, no entanto, é um grande erro. Entenda o porquê:

O sistema público de saúde não é satisfatório

Infelizmente, o sistema público de saúde não consegue oferecer o suporte necessário aos cidadãos na maior parte do país.

Muitas vezes, exames, cirurgias e até mesmo simples consultas levam meses para serem agendados — o que pode se tornar especialmente preocupante nos casos de crianças e de idosos, que possuem a saúde mais frágil.

Além disso, a demora em realizar exames pode dificultar o diagnóstico e comprometer o tratamento de doenças cuja chance de cura é maior quando detectada precocemente.

Outro problema diz respeito à dificuldade de conseguir leitos em hospitais que oferecem atendimento de qualidade, especialmente em casos de emergência — o que pode deixar você ou os seus entes queridos sujeitos à própria sorte em um momento em que é essencial contar com atendimento rápido e de qualidade.

Em cidades menores, a situação pode ser ainda pior, já que nem todas contam com médicos de diversas especialidades para atender à população que depende do sistema público de saúde.

Por isso, é importante estar protegido contra qualquer eventualidade, evitando que você seja pego de surpresa e passe por um grande estresse diante de um acidente ou mal súbito que acometa você ou os seus entes queridos.

Você pode se planejar melhor financeiramente

Quando você contrata um plano de saúde para a sua família, sabe exatamente quanto vai gastar mensalmente com esse assunto, o que permite que você se planeje melhor financeiramente.

Do contrário, é necessário que você faça uma poupança para qualquer eventualidade referente à saúde dos seus familiares e, ainda assim, provavelmente não se sentirá totalmente seguro.

Algumas despesas médicas — como internação em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) — podem consumir, em poucos dias, grandes somas de dinheiro e comprometer o seu equilíbrio financeiro e até mesmo o seu patrimônio.

O custo-benefício é muito vantajoso

Muitas vezes, as pessoas acabam não contratando o plano de saúde por acreditar que vão usá-lo apenas eventualmente para uma consulta esporádica ou para exames de rotina.

No entanto, é preciso levar em conta que, ao longo da vida, pessoas de todas as faixas etárias estão sujeitas a uma série de situações em que contar com assistência médica é essencial.

Pode ser uma situação simples — como uma febre ou um mal-estar — ou casos mais complexos — como acidentes ou a possibilidade de diagnóstico de alguma doença mais grave.

Possuindo um plano de saúde, o valor que seria gasto com todos esses atendimentos acaba diluído ao longo dos meses, o que representa um excelente custo-benefício.

O plano de saúde para crianças

No caso das crianças, ter um plano de saúde se torna ainda mais importante, já que nessa faixa etária os pequenos costumam precisar de atenção médica constante, seja por doenças de rotina — como gripes e dores de garganta — ou por acidentes em casa ou na escola.

Como funciona

Normalmente, os responsáveis querem incluir a criança no plano de saúde logo após o nascimento. No entanto, é importante que você saiba que os pequenos estão cobertos para os primeiros exames e geralmente para o acompanhamento médico, feito no hospital em que o parto foi realizado, durante os primeiros 30 dias de vida.

Apesar disso, é importante ficar atento aos prazos e pesquisar sobre a adesão do recém-nascido com antecedência para evitar qualquer tipo de imprevisto. Geralmente, a adesão das crianças a um plano de saúde acontece de 3 maneiras:

Inclusão em um plano de saúde já existente

Acontece quando a mãe da criança já é usuária de um plano de saúde e inclui a criança como dependente. Pelas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a adesão dos filhos recém-nascidos ao plano dos pais deve ser realizada de maneira gratuita.

Nesses casos, se for incluído em até no máximo em 30 dias após seu nascimento, o bebê passa a usufruir das mesmas carências da mãe. Isso quer dizer que se a mãe já tiver cumprido todas as carências do seu plano, a criança também estará isenta automaticamente.

Por outro lado, se a mãe estiver sujeita à cobertura parcial, o mesmo acontecerá com o recém-nascido.

Inclusão em novo plano, feito a partir do nascimento da criança

Acontece quando os pais ou os responsáveis buscam a operadora de saúde a partir do nascimento da criança para a contratação de um plano exclusivo para ela.

Dessa maneira, o contrato passa a valer com os mesmos trâmites de qualquer outro, e o recém-nascido estará, como qualquer pessoa, sujeito aos prazos de carência e aos demais dispositivos contratuais.

Se for o seu caso, é importante saber que algumas operadoras, cientes de que crianças muitas vezes possuem necessidades diferenciadas de atendimento, comercializam planos com perfis voltados para esse público.

Por isso, é importante verificar se o plano de saúde que você está pensando em contratar oferece esse serviço.

Inclusão da criança durante a gravidez

Caso seja o desejo dos responsáveis, o plano de saúde também pode ser contratado a partir do momento em que a mãe descobre a gravidez. Nesse caso, embora a adesão seja para o recém-nascido, a mãe estará cobertura durante todo o pré-natal, mas somente para esse tipo de atendimento.

Caso a mulher prefira usufruir da cobertura total, é necessário contratar um plano de saúde no seu nome além daquele feito para a criança. Também é importante levar em consideração que, se o contrato for celebrado antes do parto, o procedimento de inclusão deve ser realizado normalmente.

Isso quer dizer que, como nos demais casos, os responsáveis pela criança têm a obrigação de informar ao plano de saúde sobre o nascimento da criança, que passará a usufruir dos benefícios da contratação.

Dicas para escolher o plano de saúde para o seu filho

Na hora de escolher o plano de saúde mais adequado para o seu filho, é importante tomar algumas precauções para garantir que os pequenos tenham a melhor assistência possível. Saiba quais são elas:

Cheque a rede credenciada atentamente

Na hora de escolher um plano de saúde para os pequenos, é importante ficar atento à rede credenciada oferecida pela operadora.

Afinal de contas, é impossível prever de qual especialidade médica a criança pode precisar. Por isso, é importante contratar um plano com uma ampla rede de credenciados em diversas especialidades.

Antes de assinar o contrato, é sempre uma boa ideia buscar referências com os médicos que já estão acostumados a atender a criança. Verifique, por exemplo, se o pediatra com o qual ele faz consultas de rotina atende pelo plano que você está pensando em contratar e, em caso negativo, busque indicações de médicos que fazem parte da rede.

Também é importante checar se os locais de atendimento de urgência e de emergência são perto da sua residência ou da escola da criança. Lembre-se de que crianças caem e se machucam com facilidade, e precisar se deslocar até o outro lado da cidade em uma situação como essas pode ser inviável.

Por último, não se esqueça de verificar se os hospitais da rede credenciada tem ala infantil e uma boa estrutura para o atendimento dos pequenos.

Avalie a abrangência da cobertura

Se você costuma viajar com as crianças, é extremamente importante verificar se o plano de saúde que você está pensando em contratar possui abrangência municipal, regional ou nacional.

Muitas vezes, é comum se sentir tentado a contratar o plano com a operadora que oferece o serviço mais barato. No entanto, isso pode significar gastos extras, especialmente se você precisar de algum serviço de urgência e de emergência durante uma viagem para outro estado, por exemplo, e tiver um plano de abrangência limitada.

Fique atento ao tipo de plano escolhido

No que diz respeito às formas de pagamento, os planos de saúde podem ser divididos em com ou sem coparticipação.

No 1º caso, as mensalidades costumam ser mais baratas. Mas, além delas, você precisa pagar um valor extra, estipulado em contrato, cada vez que precisar utilizar os serviços.

Já nos planos sem coparticipação, você paga apenas a mensalidade e não precisa desembolsar mais nada ao fazer uso da rede credenciada.

Quando for contratar um plano de saúde para crianças, é preciso pesar bem essa decisão, já que os pequenos, por ter o sistema imunológico ainda em formação, costumam precisar mais de serviços médicos do que os adultos.

Além disso, você precisará de uma reserva financeira disponível para essas ocasiões. Por isso, é importante colocar na ponta do lápis se a economia que você fará ao contratar um plano com coparticipação compensa diante da quantidade de vezes que você necessitará usar os serviços.

O plano de saúde para adultos

Antes de começar a pesquisar os planos de saúde mais adequados para você e para a sua família, é importante entender as modalidades de contratação disponíveis no mercado. Saiba mais:

Como funciona

De maneira geral, os planos de saúde são divididos em 4 categorias, que dizem respeito às opções de cobertura. Entenda quais são elas e escolha aquela que melhor atenda às suas necessidades e às da sua família:

Ambulatorial

Nesse tipo de contratação, o usuário tem direito ao atendimento de urgência e emergência médica nas primeiras 12 horas, consultas e exames, que podem ser realizados em clínicas, consultórios e ambulatórios.

Esse tipo de plano, no entanto, não cobre despesas com internações hospitalares e, se forem necessárias, elas deverão ser pagas pelo usuário.

Hospitalar sem obstetrícia

Nesse tipo de contratação acontece o oposto, ou seja, o contratante tem direito a cobertura integral em caso de internação — inclusive na UTI —, sem limite máximo de diárias. No entanto, consultas e exames fora do período de internação deverão ser pagas pelo usuário.

Essa modalidade também cobre atendimentos de urgência ou de emergência que levarem a uma internação ou caso sejam essenciais para a preservação da vida. Procedimentos mais complexos, como quimioterapias e radioterapias, também estão cobertos durante o período de internação.

Fique atento ao fato de que, como o próprio nome diz, qualquer despesa relacionada ao pré-natal e ao parto não está coberta por esse tipo de plano.

Hospitalar com obstetrícia

Funciona da mesma maneira que o anterior, com a diferença de incluir ainda a cobertura de qualquer exame, consulta ou procedimento relacionado ao pré-natal e de assistência ao parto.

Esse tipo de plano também garante assistência ao recém-nascido por 30 dias e a possibilidade de inclusão da criança como dependente com as mesmas carências da mãe.

Referência

Uma das modalidades mais contratadas pelos usuários, esse tipo de plano de saúde oferece as coberturas dos planos hospitalar e ambulatorial em um só contrato.

Na prática, isso quer dizer que o beneficiário está coberto para a realização de consultas, exames e internações relacionadas ou não ao parto, sem limites de diárias, além dos atendimentos de urgência e de emergência.

Dicas ao contratar plano de saúde para adultos

Quando for pesquisar planos de saúde para você e para a sua família, é importante levar em consideração alguns aspectos essenciais. Fique atento, pois alguns deles podem influenciar consideravelmente no valor da sua mensalidade. Veja só:

Entenda as principais modalidade de contratação

O 1º passo é entender quais são as modalidades de contratação disponíveis no mercado no que diz respeito à forma de adesão. Você pode optar, por exemplo, por um plano de saúde individual ou familiar.

Nessa modalidade, você assina o contrato diretamente com a operadora e paga um valor mensal, que varia de acordo com as coberturas escolhidas e a quantidade de dependentes.

Já no plano empresarial, o contrato é feito pela empresa em que você trabalha. Caso seja microempreendedor e possua um CNPJ, você poderá fazer a contratação de um plano empresarial para você e para a sua família em condições vantajosas.

Por fim, também é possível optar pelo plano de saúde por adesão, que está disponível para grupos de pessoas que fazem parte da mesma instituição ou entidade de classe, ou que possuem a mesma área de atuação, como advogados, engenheiros e professores.

Leia o contrato atentamente antes de assinar

Não é nada incomum que, na pressa de aceitar alguma condição que lhe pareça vantajosa financeiramente, o usuário feche negócio sem antes ler atentamente o contrato.

Embora muitas informações que constam do documento são de praxe, ou seja, comum à maioria dos planos, é importante checar minuciosamente se a rede credenciada, a cobertura e as carências atendem às suas necessidades e às da sua família.

Caso algum dos usuários do plano de saúde faça uso frequente de algum exame ou procedimento, verifique se ele está realmente coberto e o que é necessário para poder utilizá-lo.

Muitas vezes, somente quando um ente querido fica doente e necessita de suporte médico, os usuários checam as cláusulas com atenção e notam que, infelizmente, deixaram de fora alguma cobertura importante.

Conheça os procedimentos para consultas, exames e internações

Antes de fechar negócio, é importante que você conheça mais a fundo o funcionamento na prática do plano de saúde. Mais do que ler o contrato, é preciso saber melhor como a operadora se comporta no dia a dia.

Informe-se, por exemplo, sobre quais são os procedimentos para marcar uma consulta ou fazer um exame simples. Evite os planos muito burocráticos, que complicam o acesso até mesmo aos serviços mais básicos.

Verifique, também, para quais exames e serviços é necessária autorização prévia. Nesses casos, cheque se a documentação necessária e o procedimento a ser realizado é razoável e possível de ser cumprido em uma situação de emergência, na qual ficamos naturalmente tomados por grande estresse.

Entenda bem quais são as carências

Ao contratar um plano de saúde, tanto você quanto a sua família passarão por um período em que, ainda que o contrato já tenha sido assinado e o pagamento já esteja sendo realizado, não é possível usufruir dos serviços oferecidos. A essa situação damos o nome de prazo de carência.

Por isso, é importante se informar sobre as condições oferecidas pela operadora no que diz respeito a esse assunto para evitar desentendimentos.

De maneira geral, os planos de saúde costumam exigir 24 horas de carência para urgências e emergências, 300 dias para partos não prematuros, 24 meses para doenças ou lesões preexistentes e 180 dias para os demais casos.

No entanto, esses prazos podem variar de um plano de saúde para o outro. Na dúvida sobre se o período de carência exigido pela operadora é legal ou não, consulte o site da ANS, que determina os limites máximos a serem cumpridos em cada situação.

O plano de saúde para idosos

Contratar plano de saúde para idosos requer atenção redobrada, já que nessa fase da vida a utilização dos serviços médicos costuma aumentar. Por isso, é importante se certificar de que o idoso será plenamente atendido nas suas necessidades na hora em que mais precisar. E por um preço justo.

Como funciona

A principal dúvida de quem pensa em contratar um plano de saúde para idosos diz respeito aos valores que serão cobrados, que tendem a ser mais altos justamente em uma fase da vida em que os rendimentos costumam diminuir.

Além dos reajustes anuais, os planos de saúde estão sujeitos à reajustes por mudança das faixas etárias pré-definidas em contrato. Essa mudança de valor na mensalidade é aplicada na idade inicial de cada faixa, e o valor vai aumentando progressivamente com o passar dos anos.

Caso você contrate um plano de saúde agora, o reajuste por faixa etária só pode acontecer até os 59 anos de idade. Na prática, isso quer dizer que não pode haver mudanças no valor pago por esse motivo ao completar 60, 70 ou 80 anos, por exemplo.

Se o seu plano foi contratado antes de janeiro de 1999, no entanto, saiba que não é ilegal que o reajuste por faixa etária aconteça após essa idade. Nesses casos, o reajuste é regulada pelo que está previsto em contrato, e o valor pode ser aumentado até os 80 anos.

Dicas ao contratar plano de saúde para idosos

Antes de fechar negócio, observe algumas dicas que podem ajudar você a fazer a escolha mais acertada:

Cheque se há oferta de serviços domiciliares

No caso dos idosos, especialmente os de idade muito avançada ou com sérias dificuldades de locomoção, contar com um plano de saúde que ofereça opções de serviços domiciliares pode ser extremamente vantajoso.

Verifique se o plano de saúde escolhido conta com atendimento médico domiciliar, laboratórios que fazem a coleta de amostras em casa e internação home care, que garante atendimento e estrutura profissional na residência do usuário e substitui a internação em hospitais.

Verifique a reputação do plano de saúde

Quando for contratar um plano de saúde para idosos, todo cuidado é pouco. Afinal, eles não podem se arriscar a ficar sem cobertura no momento em que mais necessitam, não é mesmo?

Para evitar que isso aconteça, é importante que você cheque a reputação da operadora de saúde que está pensando em contratar.

Uma das melhores maneiras de verificar se o plano é confiável ou se tem grande potencial de trazer uma série de dores de cabeça no futuro é analisar a posição dele no ranking da Avaliação de Desempenho do Programa de Qualificação de Operadoras.

Elaborada pela ANS, a listagem tem como objetivo verificar a qualidade dos planos de saúde oferecidos à população levando em consideração 4 fatores importantes:

  • o cumprimento de especificações técnicas;
  • a garantia de acesso a uma rede credenciada que supre as demandas dos contratantes;
  • a qualidade no atendimento;
  • e a saúde financeira da instituição.

Para descobrir como está a avaliação do plano de saúde que você quer contratar, basta consultar o site da ANS, no qual também é possível fazer a comparação entre 2 ou mais opções.

Certifique-se de que os serviços atendem às suas necessidades

Uma vez que você esteja seguro da confiabilidade da operadora escolhida, é importante checar atentamente o que está sendo oferecido e se alguns serviços que são especialmente importantes para o idoso em questão estão previstos em contrato.

Verifique, por exemplo, se o plano de saúde possui programa de medicina preventiva, se cobre casas de repouso e cuidadores e se há a possibilidade de incluir um adulto como referência, para que ele possa tomar decisões médicas difíceis (a autorização para uma cirurgia quando o idoso estiver inconsciente, por exemplo).

Caso esteja contratando o plano para um idoso que aproveita a 3ª idade para viajar ou que se desloca constantemente para visitar amigos e parentes, assegure-se ainda de que o contrato possua abrangência nacional.

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