Entenda o que é Colesterol e Triglicerídeos e como eles atuam no corpo

nov 14, 2017

Muito se ouve falar sobre colesterol e triglicerídeos e como eles podem afetar os planos de ter uma vida saudável. Mas você sabe exatamente o que são essas substâncias e qual é o papel delas no seu organismo? Em que condições elas podem fazer mal à saúde? Aliás, será que elas são mesmo substâncias puramente nocivas?

Neste post, discutiremos alguns mitos e verdade sobre colesterol e triglicerídeos para ajudar você a entender como eles atuam no corpo. Continue a leitura e informe-se sobre o assunto!

O que é colesterol?

O colesterol é uma substância gordurosa produzida pelo próprio corpo e encontrada nas células dos diversos tecidos. A maior parte do colesterol presente no organismo é produzida pelo fígado (origem endógena), mas a alimentação também pode incluir algum colesterol no organismo (origem exógena).

As membranas das células do corpo dependem dessa substância para serem formadas. Do mesmo modo, hormônios como a testosterona, o estrogênio e o cortisol têm sua origem no colesterol. Além desses, inúmeras outras estruturas e processos do corpo precisam dessa substância para acontecer.

O colesterol que é produzido no fígado precisa ser levado até as células para ser utilizado. Este trabalho é feito por proteínas especiais conhecidas por lipoproteínas. Existem 2 tipos mais importantes de lipoproteínas:

  • HDL (high density lipoprotein) ou lipoproteína de alta densidade;
  • LDL (low density lipoprotein) ou lipoproteína de baixa densidade.

LDL: o “colesterol ruim”

O LDL é o mais importante carreador de colesterol do organismo. No entanto, quando o colesterol é transportado ao longo da corrente sanguínea por essa lipoproteína em quantidades elevadas, costuma ser chamado de “colesterol ruim”.

Esse apelido se deve ao fato do colesterol LDL, quando em excesso, depositar-se nas paredes internas dos vasos sanguíneos por onde passa. Juntamente com a gordura que se acumula nesses depósitos de LDL, ocorre a formação de placas de colesterol. Essas placas são conhecidas por ateromas.

A formação de ateromas no interior dos vasos sanguíneos reduz a seção do vaso por onde o sangue pode passar: é a chamada aterosclerose. Nessa condição, o coração precisa fazer muito esforço para continuar bombeando o sangue, o que pode levar a sérios problemas cardiovasculares.

Os níveis do colesterol LDL no organismo são assim considerados:

  • menor que 100 mg/dL: ótimo;
  • entre 101 e 130 mg/dL: normal;
  • entre 131 e 160 mg/dL: normal/elevado;
  • entre 161 e 190 mg/dL: elevado;
  • maior que 190 mg/dL: muito elevado.

HDL: o “colesterol bom”

A lipoproteína HDL, por sua vez, quando transporta o colesterol é conhecida por “colesterol bom”, pois a sua função é levá-lo de volta ao fígado. Assim, o excesso depositado nas artérias pelo LDL é direcionado de volta pelo HDL para ser novamente metabolizado.

Os níveis de HDL mais elevados fornecem uma certa proteção para o coração ao dificultar o entupimento das artérias. Ao contrário, níveis baixos de HDL não são bons.

Atualmente, considera-se os seguintes valores para o colesterol HDL no organismo:

  • menor que 40 mg/dL: baixo;
  • entre 41 e 60 mg/dL: normal;
  • maior que 60 mg/dL: elevado.

O que são triglicerídeos?

Os triglicerídeos (também chamados de triglicérides) compõem a forma mais comum de gordura do organismo, sendo essenciais para que o organismo consiga fornecer energia para os músculos do corpo. Quando não utilizados, eles são armazenados nos tecidos adiposos na forma de gordura.

Os triglicerídeos também servem de reserva de energia para as situações de jejum prolongado ou na condição de uma alimentação deficitária. Por outro lado, o seu excesso — conhecido por hipertrigliceridemia — é muito prejudicial para o organismo.

O sedentarismo ou ausência de exercícios físicos cria situações perigosas para o coração: se não há esforço físico, não há consumo muscular de energia. Desse modo, os triglicerídeos não utilizados vão se acumulando como gordura, conduzindo ao sobrepeso e à obesidade.

Apesar de também serem produzidos pelo organismo, a alimentação é a sua principal origem. Na verdade, o fígado transforma alguns alimentos em triglicerídeos. Essa substância é encontrada principalmente em alimentos ricos em carboidratos simples, como farinha de trigo e açúcar. Ela também é abundante em alimentos gordurosos como carnes, leite integral e seus derivados.

Existem vários motivos pelos quais os níveis de triglicerídeos podem se elevar, como condições genéticas que predispõem à hipertrigliceridemia, a adoção de dietas hipercalóricas (muito ricas em energia) ou ainda a presença de determinadas doenças, como obesidade, diabetes, insuficiência renal grave e hipotireoidismo.

Entre outras condições que podem conduzir a níveis elevados de triglicerídeos, podemos destacar:

  • gravidez;
  • consumo excessivo de álcool;
  • uso contínuo de determinados medicamentos.

Para os triglicerídeos no organismo, os valores considerados são:

  • até 150 mg/dL: normal;
  • entre 150 e 199 mg/dL: limítrofe;
  • entre 200 e 500 mg/dL: elevado;
  • maior que 500 mg/dL: muito elevado.

Qual a relação entre eles?

Há uma correlação direta entre os níveis de triglicerídeos e de LDL. Isso significa que, quando um está elevado no organismo, o outro também está. Por outro lado, a correlação com os níveis de HDL é inversa, ou seja, altos níveis de triglicerídeos ocorrem normalmente acompanhados de baixos níveis de HDL.

Devido a essas duas razões, níveis elevados de triglicerídeos estão diretamente relacionados às doenças coronarianas como a formação das placas ateromatosas.

Como manter a saúde em dia?

A ingestão de gorduras insaturadas — como aquelas existentes no azeite de oliva e no abacate, por exemplo — aumentam os níveis de HDL (colesterol bom) e reduzem os de LDL (colesterol ruim) e de triglicerídeos. Por outro lado, as gorduras saturadas, como as encontradas nos produtos de origem animal — carnes e produtos lácteos integrais, por exemplo — aumentam os níveis de LDL.

Hábitos alimentares que sejam ricos em gorduras insaturadas e pobres em gorduras saturadas são um bom ponto de partida para uma vida mais saudável. No entanto, isso não significa que devam ser banidas as gorduras da alimentação — isso não seria nada natural.

Uma alimentação saudável associada a uma rotina que envolva pelo menos uma atividade física diariamente constitui a melhor receita para a saúde. Mas atenção: mesmo adotando bons hábitos, é preciso manter a saúde em dia e manter consultas regulares com o seu médico. Para um diagnóstico definitivo, poderá ser solicitado um exame laboratorial com vistas à leitura dos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue, entre outros.

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