Por que o diagnóstico precoce do mal de Alzheimer é tão importante?

fev 19, 2018

Uma das boas notícias que nossa população tem recebido é o aumento progressivo na expectativa de vida. Se um brasileiro nascido em 1970 tinha a perspectiva de viver 57 anos, desde 2015 esse número ultrapassou os 75 anos. No entanto, essa realidade nos faz lidar com doenças mais comuns na terceira idade, como o mal de Alzheimer.

Ninguém está totalmente livre da possibilidade de desenvolver a doença. Porém, existe uma forma de providenciar o tratamento mais adequado, retardar o avanço dos sintomas e garantir a qualidade de vida para os idosos: o diagnóstico precoce.

Quer saber qual é a importância desse aliado para o tratamento do mal de Alzheimer? Então acompanhe este post e confira!

Como é feito o diagnóstico do mal de Alzheimer

O mal de Alzheimer não é detectado a partir de um exame específico. Normalmente o diagnóstico acontece quando o paciente procura o médico para uma consulta de rotina ou porque está apresentando alguns sintomas típicos.

Muitas vezes esses sintomas nem são percebidos pelo próprio paciente. Eles são relatados por familiares e pessoas próximas que observam mudanças acentuadas de comportamento e problemas com a memória.

O médico, então, realiza testes neurológicos, laboratoriais e cognitivos. Na verdade, esses outros exames só servem para descartar a possibilidade de outras doenças que causam demência, para então chegar ao diagnóstico do mal de Alzheimer.

Existem outros métodos de diagnóstico em desenvolvimento. Porém, no momento, eles ainda estão em estudo e não são geralmente aplicados como um protocolo habitual de reconhecimento.

Como é feito o tratamento do paciente

Felizmente existe tratamento para o Alzheimer, apesar de ainda não haver cura. Os remédios disponíveis no mercado são capazes de retardar o avanço da doença, especialmente nos seus primeiros anos.

Esses remédios só devem ser tomados sob prescrição e orientação médica. O tratamento é iniciado com doses baixas, com o objetivo de reduzir a ocorrência de efeitos colaterais.

Além da medicação, os médicos acreditam que incluir exercícios físicos na rotina, manter uma alimentação saudável e estimular a mente com novos conhecimentos e desafios para o raciocínio é uma forma de desacelerar o avanço da doença.

Qual é a importância do diagnóstico precoce da doença

Os tratamentos conhecidos até hoje apenas retardam o avanço da doença. Eles não são capazes de reverter os danos já causados ou mesmo travar definitivamente a progressão dos sintomas.

Por isso, quanto mais cedo o paciente souber que tem a doença e iniciar o tratamento, menores serão os danos causados no cérebro. Além disso, os medicamentos farão com que a progressão seja mais lenta, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente por um tempo maior.

Qual é o procedimento em relação à família dos pacientes

Tão importante quanto o tratamento do Alzheimer é a orientação e preparação da família para lidar com o paciente. É importante que eles entendam a doença, saibam o que esperar em cada estágio da evolução do quadro e como lidar com o doente.

O paciente com Alzheimer apresentará lapsos de memória cada vez mais frequentes. A família deve ser orientada a ajudá-lo a desenvolver suas atividades e relembrar os fatos quantas vezes forem necessárias, sem constrangê-lo devido ao esquecimento.

É fundamental que eles saibam como lidar com as mudanças de comportamento e saibam os cuidados que precisam tomar no dia a dia. Essas precauções são fundamentais para evitar que o paciente se machuque ou se perca.

Evitar deixar o paciente sozinho em casa ou lugares públicos, supervisionar o uso do fogão e outros equipamentos da cozinha e não deixar portas e portões que dão acesso à rua abertos são algumas atitudes que evitam lesões e preservam a integridade física.

Além disso, o paciente com Alzheimer pode sair e se esquecer de dados básicos como o próprio nome, o dos familiares e outras informações de contato. Por isso, é importante que ele sempre carregue na roupa ou no corpo algum tipo de identificação.

Quais são os principais sinais de alerta

Como você viu, o diagnóstico precoce é de extrema importância para detectar a doença e iniciar o tratamento o mais rápido possível.

Como ela não pode ser detectada em exames laboratoriais, é essencial conhecer os sinais de alerta e procurar um médico assim que percebê-los em algum dos seus familiares. Veja quais são os principais:

Perda da memória recente

É comum o paciente com Alzheimer ter uma perda da memória recente: ele se esquece do que aconteceu poucas horas antes, mesmo que se lembre perfeitamente de fatos que aconteceram há anos ou pessoas que não vê há muito tempo.

Declínio das funções cognitivas

Com o tempo, o paciente também começa a ter dificuldade para prestar atenção, raciocinar, planejar atividades e concentrar-se. Em um estágio mais avançado, surgem problemas na comunicação e locomoção.

Prejuízos nas atividades do dia a dia

Aos poucos, esses lapsos de memória começam a interferir e prejudicar as atividades diárias das pessoas. Elas podem esquecer uma máquina ligada indefinidamente ou uma panela no fogo.

Os pacientes se tornam cada vez mais dependentes de seus familiares primeiro para supervisão de atividades e depois para sua própria realização. Aos poucos, eles precisam de ajuda para sua higiene pessoal, alimentação, etc.

Mudanças no comportamento

Ansiedade, agitação, depressão e até agressividade podem começar a fazer parte do comportamento de um doente com mal de Alzheimer. Mesmo que essas características nunca tenham feito parte de seu jeito de ser, elas podem surgir nesse momento.

Como identificar o Alzheimer no dia a dia

Para facilitar a detecção desses sinais, fizemos uma pequena lista de eventos cotidianos que podem sinalizar a necessidade de procurar um médico para um estudo mais atento:

  • dificuldade para fazer uma receita muito conhecida;
  • levar muito tempo para fazer coisas que anteriormente eram feitas muito rápido;
  • dificuldade para dirigir até um local bastante conhecido;
  • esquecer as regras de um jogo favorito, que sempre fez parte de seus hábitos;
  • esquecer-se de que já se alimentou (ou tomou banho, ou foi ao mercado…);
  • esquecer onde está ou como chegou lá;
  • perder a noção de datas, passagem do tempo e estações do ano;
  • parar no meio de uma conversa e não saber como continuar;
  • repetir várias vezes a mesma coisa;
  • dificuldade frequente para nomear objetos ou o esquecimento de palavras;
  • perda constante de objetos;
  • afastamento de atividades que até então causavam prazer;
  • passar por um espelho e achar que é outra pessoa (não reconhecer a própria imagem);
  • alterações de humor e personalidade.

Esses são alguns dos principais eventos do dia a dia que sinalizam a necessidade de o paciente ou seus familiares buscarem o médico. É melhor procurar um profissional e ter a certeza de que nada grave está acontecendo do que negligenciar sintomas importantes e arcar com os prejuízos de uma doença já em estágio avançado.

Os exames de rotina também são importantes, pois o médico pode fazer essas perguntas e ajudar o paciente a ficar em alerta e detectar situações que ele ainda não tinha percebido.

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